segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Apresentação do FPMI (Fórum Permanente de Mulheres de Itaboraí)

É com grande satisfação e com a certeza de ter a missão cumprida que a Comissão Executiva do fórum Permanente de Mulheres de Itaboraí apresenta a sua carta de princípios. O processo de construção desde fórum foi longo. Começou em março de 2001, quando foi lançado o desafio de reunir diversos segmentos dos movimentos de mulheres na elaboração conjunta de uma Plataforma Política Feminista, a ser aprovada na Conferência Nacional de Mulheres Brasileiras. Naquela oportunidade, um grupo de feministas de diferentes redes e articulações nacionais de mulheres impulsionou a articulação da própria Comissão Organizadora Nacional e trabalhou na construção de consensos e pactos para preparação de conferência.

A plataforma foi construída sobre uma base de mobilização de 5 mil e 200 atividades de movimento de mulheres, mobilizadas para o debate em 26 Conferencias Estaduais, realizadas entre março e maio de 2002. sua conclusão se fez em Brasília, dias 6 e 7 de julho de 2002, na Conferencia Nacional de Mulheres Brasileiras. Ali, cerca de 2 mil mulheres tomaram contato com a 2ª Versão da plataforma – texto que emergiu a partir da compilação e síntese dos processos estaduais.

Na conferencia Nacional, esta segunda versão da plataforma foi revisada, enriquecida, criticada, negociada e até mesmo , em alguns de seus parágrafos, votada. Novas emendas, novos capítulos e sessões foram acrescidos e ao final, a plataforma foi aprovada por aclamação.

Mulheres de Itaboraí, articuladas pelo Fórum Permanente de Itaboraí, participaram deste processo, com 5 delegadas à Conferência de Mulheres Fluminense e 3 delegadas e 5 observadoras que seguiram para Brasília em julho de 2002 para Conferência Nacional de Mulheres Brasileiras.

Seguiram-se a participar do fórum em vários eventos, extraindo conhecimento e matérias que serviram de base para essa nova etapa do fórum, que como nós mulheres, mais madurecidas, organiza se agora para oficializar o que já é reconhecido, pela sociedade civil de Itaboraí e por movimentos e entidades de mulheres de todas as partes do Brasil.


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O que é o Fórum ?.

O Fórum Permanente de Mulheres de Itaboraí é um espaço de Discussão, não partidário, que potencializa a luta feminista das mulheres no plano local, regional, nacional internacional.

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Qual a ação do FPMI ?.

O Fórum Permanente de Mulheres de Itaboraí tem sua ação orientada para transformação social e a construção de uma sociedade democrática, e tem como referência a Plataforma Política Feminista, construída pelo movimento de mulheres do Brasil, na Conferencia Nacional de Mulheres Brasileiras, ocorrida em Brasília em 2002, onde Itaboraí esteve presente com 3 delegadas e 4 observadoras.

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Qual a missão do Fórum?.

O fórum tem como missão democratizar e socializar as informações e promover a participação das mulheres de Itaboraí em conferencias, Seminários, cursos de capacitação, etc.


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Antigas Feministas de Itaboraí

A historia da luta das Mulheres no Brasil é antiga. As conquistas sociais e os direitos que hoje contemplam as mulheres são esforços de gerações, embora esta historia não seja reconhecida, contada ou viabilizada, associadas ou individualizadas elas trabalham em prol dos direitos da mulher.

Podemos citar Josefina Álvares de Azevedo, nascida em 1851 em Itaboraí. Foi feminista, jornalista, diretora do jornal A FAMÍLIA (1888 a 1894) e uma das primeiras brasileiras a lutar pelo sufrágio feminino. Entre a sua intensa produção, consta a peça O VOTO FEMININO.

As mulheres de hoje, dão continuidade a luta em defesa dos seus direitos, reconhecendo o trabalho de todas as que antecederam. Como: Adriana Deufina de Siqueira, Maria Emilia da Conceição Maria Bertulina, Maria Joaquina, Alzira Maria da Conceição, Jadir Conceição do Valle, Aracina Conceição, Idalina Montes ambas falecidas,entre elas Nadir que esta entre nós para relatar a história. Estas Mulheres muito contribuíram para desenvolvimento econômico social da cidade, embalando laranjas para serem exportadas.Artesãs especializadas na confecção de esteiras de TABOA, cortando lenhas para fogões econômicos que eram transportadas pelos portos para cidades como São Gonçalo, Rio de Janeiro, São Paulo e outras grandes cidades. Essas mulheres, apesar de poucas em sua maioria analfabeta, ainda cuidavam do serviço domésticos, lavando e passando para os fazendeiros.